terça-feira, 26 de abril de 2011

9 JOGOS PAULISTAS DE CAPOEIRA 2010.




TROCA DE CORDAS 2009.




JOGOS MUNDIAIS ABADÁ- CAPOEIRA RIO DE JANEIRO.
CORDA VERDE..

FESTIVAL DA ARTE CAPOEIRA 2010.






Seg, 27 de Dezembro de 2010 11:32
Porto Velho, RO - A Abadá Capoeira é uma entidade que tem como objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira.Aqui em Porto Velho o trabalho é desenvolvido com crianças e adolescentes da zona leste.

De 21 a 24 de dezembro a escola Abadá Capoeira realizou em Porto Velho o Festival Arte e Cultura com apresentações em vários pontos da cidade. O encerramento aconteceu no Mercado Cultural, onde os alunos foram graduados. O evento contou com a participação de capoeristas renomados de Rondônia e de outros estados. A Abadá Capoeira esta presente em 27 estados brasileiros e em 35 paises. Igor Albuquerque é o presidente da Associação Rondoniense de Capoeira e responsável em fomentar o esporte no estado.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sèrgio souza oliveira ( Mestre Nagô ).








Mestre Nagô pratica capoeira desde 1970. Atualmente reside e ministra aulas no Rio de Janeiro - RJ e é um dos responsáveis pela coordenação da Abadá-capoeira na Região Sudeste.

Sérgio Souza de Oliveira, mais conhecido na capoeira como Mestre Nagô, é um dos poucos mestres reconhecidos pela Abadá-capoeira. Original do Rio de Janeiro, Mestre Nagô iniciou a capoeira aos 14 anos de idade com amigos da vizinhança. Quando novo, rodas de rua eram abundantes na cidade do Rio de Janeiro e Mestre Nagô estava sempre pronto para jogar com os amigos.

Aos 17 anos, Mestre Nagô ouviu um amigo comentar sobre viajar o mundo com apresentações de capoeira, numa roda no Rio. Inspirado pela idéia de conhecer lugares inimagináveis, Mestre Nagô começou a ver a capoeira como algo além de somente uma defesa pessoal ou uma forma de lazer.A convite do mesmo amigo, Mestre Nagô foi a um batizado onde viu Mestre Camisa deslumbrar o público com sua habilidade. Instantaneamente ele sentiu ter encontrado seu lugar.

Em 1978, com 22 anos, Sérgio Oliveira de Souza começou a treinar com Mestre Camisa no Clube de Regatas Guanabara, no Rio de Janeiro, e logo passou a ser conhecido como Nagô.
No intervalo de dois meses, Mestre Nagô recebeu sua corda azul, graduação de aluno graduado, dada pelo Mestre Camisa, e logo ele decidiu seguir a capoeira como carreira. Deixou seu emprego e se tornou um profissional de capoeira em tempo integral.

Treinos, batizados, rodas de ruas com capoeiristas ilustres do Rio de Janeiro e apresentações pelo país tornaram-se prioridades nas agendas de Nagô, Camisa e dos alunos formados Cláudio Moreno, Arara e Mula.

Em 1982, Mestre Nagô fez sua primeira viagem para Montreal, Canadá, com Mestre Camisa Roxa e seu grupo Brasil Tropical, a primeira de muitas outras viagens com que Mestre Nagô havia sonhado.

Em 1984, Mestre Nagô recebeu a sua graduação de Mestrando.
Sua disciplina, seu caráter e a experiência e sabedoria adquiridas ao longo dos anos transformaram Nagô em um mestre desta arte. Em agosto de 2001, após 23 anos de treinamento, Abadá-capoeira o reconheceu como Mestre.
No mesmo ano Mestre Nagô abriu sua própria academia, em sua vizinhança - Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro

quinta-feira, 15 de julho de 2010

António Marcelo Rodrigues Trindade ( Mestre Cobra ).



Mestre Cobra pratica capoeira desde 1981. Atualmente reside e ministra aulas no Rio de Janeiro - RJ e coordena as atividades da Abadá-capoeira na Região Sul.

nasceu em Amparo, cidade próxima a Campinas no interior de São Paulo, no dia 18 de Novembro de1963. O seu primeiro contato com a capoeira foi na adolescência, aos 15 anos, quando junto a amigos costumava assistir às rodas da cidade. Notando o seu interesse, convidaram-no para freqüentar os treinos numa academia local onde conheceu Mestre Carlão.

Irmão mais velho de uma família de quatro filhos, aos 16 anos Cobra já trabalhava para ajudar no sustento da casa. Ao fim do expediente, na tecelagem, ia direto para os treinos. Treinava diariamente e se tornou um dos mais dedicados alunos de Carlão.

Foi a capoeira que o ajudou a superar um dos momentos mais tristes da sua vida: a morte prematura de sua mãe, quando ele tinha 16 anos. A família passou por momentos difíceis, com a separação dos irmãos, enquanto o pai, que era caixeiro-viajante, reorganizava a estrutura familiar.

Treinou durante seis anos em Amparo, sempre ouvindo as histórias dos grandes capoeiristas e da capoeira do Rio de Janeiro. Mestre Carlão sempre falava de Mestre Camisa, não só pelo seu jogo, que era lendário em todo o Brasil, mas também da sua personalidade, do seu trabalho e da sua preocupação com o rumo da capoeira. Essas conversas despertaram o interesse de Cobra em ir ao Rio de Janeiro conhecê-lo.

Entretanto, numa viagem ao Acre, para o Batizado de Mestre Rodolfo, que era Mestre de Mestre Carlão, Cobra conheceu Mestre Camisa e lhe perguntou se poderia ir ao Rio fazer um treino. Camisa concordou. Nesta altura, Cobra, que já ensinava capoeira em Amparo, mesmo com dificuldades financeiras, começou a economizar para a viagem ao Rio.

Em Dezembro de 1984, Cobra chegou ao Rio com dinheiro contado, apenas para a viagem, assistir a uma aula de Mestre Camisa e voltar no dia seguinte para Amparo. Chegando à Associação, foi informado que Mestre Camisa estava no Circo Voador, organizando o I Encontro Nacional de Capoeira. Indo ao Circo, encontrou Mestre Rodolfo que lhe disse ser muito importante ele participar daquele evento.

Após isso, Cobra passou a treinar no Rio todos os meses, de 1985 a 1986. Ficava uma semana na Associação, em Botafogo, onde treinava diariamente das 16h às 18h, com Mestre Camisa, e das 19h às 22h, com Mestre Caio, e depois voltava para São Paulo. Em 1987, decidiu mudar-se definitivamente para o Rio.

Comunicou a sua decisão a Mestre Carlão e escreveu a Camisa. Numa conversa telefônica, Carlão pediu a Camisa que acolhesse e ajudasse aquele rapaz, que ele seria uma boa pessoa para se ter ao lado. Assim foi feito. Camisa ofereceu-lhe um quartinho na associação onde o Mestre dava aulas.

Cobra iniciou o seu caminho e aprimoramento técnico e profissional. Começou a trabalhar em projetos sociais elaborados por Mestre Camisa e se manteve ao seu lado ao longo do processo de desenvolvimento da Abadá-Capoeira, em 1988. Assim como a associação cresceu ao longo dos anos, também aumentou a popularidade de Mestre Cobra, passando a ser reconhecido como um dos capoeiristas mais técnicos no Rio.

Cobra passou a viajar para ministrar workshops e seminários em todo o mundo e em 1993 recebeu a corda vermelha de Mestrando da Abadá-Capoeira. Em 2005, Cobra foi reconhecido Mestre da Abadá-Capoeira.

Mestre Cobra tem ensinado capoeira a centenas de alunos e é uma figura essencial no crescimento da Abadá-capoeira.

Contato:
cobraabada@bol.com.br

Vicente Ferreira Pastinha ( Mestre Pastinha ) 1889 - 1981.




Mestre Pastinha

Vicente Ferreira Pastinha nasceu em 1889, filho do espanhol José Señor Pastinha e de Dona Maria Eugênia Ferreira. Seu pai era um comerciante, dono de um pequeno armazém no centro histórico de Salvador e sua mãe, com a qual ele teve pouco contato, era uma negra natural de Santo Amaro da Purificação e que vivia de vender acarajé e de lavar roupa para famílias mais abastadas da capital baiana.

Menino ainda, Mestre Pastinha conheceu a arte da capoeira com apenas 8 anos de idade, quando um africano que chamava carinhosamente de Tio Benedito, ao ver o menino pequeno e magrelo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe a arte da Capoeira. Durante três anos, Pastinha passou tardes inteiras num velho sobrado da Rua do Tijolo, em Salvador, treinando golpes como meia-lua, rasteira, rabo-de-arraia e outros. Ali aprendeu a jogar com a vida e a ser um vencedor.

Viveu uma infância feliz, porém modesta. Durante as manhãs freqüentava aulas no Liceu de Artes e Ofício, onde também aprendeu pintura. À tarde, empinava pipa e jogava Capoeira. Aos treze anos era o moleque mais respeitado e temido do bairro. Mais tarde, foi matriculado na Escola de Aprendizes Marinheiros por seu pai, que não concordava muito com a vadiagem do moleque. Conheceu os segredos do mar e ensinou aos colegas as manhas da Capoeira.

Aos 21 anos voltou para o centro histórico, deixando a Marinha para se dedicar à pintura e exercer o ofício de pintor profissional. Suas horas de folga eram dedicadas à prática da Capoeira, cujos treinos eram feitos às escondidas, pois no início do século esta luta era crime previsto no Código Penal da República.

Em fevereiro de 1941, fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola, no casarão n.º 19 do Largo do Pelourinho. Esta foi sua primeira academia-escola de Capoeira. Disciplina e organização eram regras básicas na escola de Mestre Pastinha e seus alunos sempre usavam calças pretas e camisas amarelas, cores do Ypiranga Futebol Clube, time do coração de Mestre Pastinha.

Mestre Pastinha viajou boa parte do mundo levando a Capoeira para representar o Brasil em vários festivais de arte negra. Ele usava todos os seus talentos para valorizar a arte da Capoeira. Fazia versos e chegou a escrever um livro, Capoeira Angola, publicado em 1964, pela Gráfica Loreto.

Mestre Pastinha trabalhou muito em prol da Capoeira, divulgou a arte o quanto lhe foi possível e foi reconhecido por muitos famosos que se maravilharam com suas exibições.

Aos 84 anos e muito debilitado fisicamente, deixou a antiga sede da Academia para morar num quartinho velho do Pelourinho, com sua segunda esposa, Dona Maria Romélia e a única renda financeira que tinha era a das vendas dos acarajés que sua esposa vendia. No dia 12 de abril de 1981, Pastinha participou do último jogo de sua vida. Desta vez, com a própria morte. Ele, que tantas vezes jogou com a vida, acabou derrotado pela doença e pela miséria. Morreu aos 92 anos, cego e paralítico, no abrigo D. Pedro II, em Salvador.

Morreu Mestre Pastinha numa sexta-feira, 13 de Novembro de 1981, vítima de uma parada cardíaca que, no estado frágil em que se encontrava, foi fatal.

Pequeno e notável em sua arte, Mestre Pastinha nos deixou seus ensinamentos de vida em muitas mensagens fortes e inesquecíveis como esta:

"Ninguém pode mostrar tudo o que tem. As entregas e revelações tem que ser feitas aos poucos. Isso serve na Capoeira, na família e na vida. Há momentos que não podem ser divididos com ninguém e nestes momentos existem segredos que não podem ser contados a todas as pessoas."

Mestre Pastinha 10/10/1980



Jogo de Capoeira Angola: Na Capoeira de Angola, vale mais a astúcia do que a força muscular. O método de Pastinha, ensinado regularmente desde 1910, consiste em golpes desferidos quase que em câmara lenta. O capoeirista fica a maior parte do tempo com o corpo arqueado e sua ginga é de braços soltos, relaxados, porque a tática era se fazer de fraco diante do oponente. Os golpes não tem pressa de chegar, mas quando chegam o fazem de forma harmoniosa. Muitas pessoas que conheceram a Capoeira Angola acham que ela é menos violenta, pois os golpes são desferidos em câmera lenta, mas às vezes chega a ser mais perigosa que a Capoeira Regional. Como Mestre Pastinha dizia: "Capoeira Angola é, antes de tudo, luta e luta violenta."