sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sèrgio souza oliveira ( Mestre Nagô ).








Mestre Nagô pratica capoeira desde 1970. Atualmente reside e ministra aulas no Rio de Janeiro - RJ e é um dos responsáveis pela coordenação da Abadá-capoeira na Região Sudeste.

Sérgio Souza de Oliveira, mais conhecido na capoeira como Mestre Nagô, é um dos poucos mestres reconhecidos pela Abadá-capoeira. Original do Rio de Janeiro, Mestre Nagô iniciou a capoeira aos 14 anos de idade com amigos da vizinhança. Quando novo, rodas de rua eram abundantes na cidade do Rio de Janeiro e Mestre Nagô estava sempre pronto para jogar com os amigos.

Aos 17 anos, Mestre Nagô ouviu um amigo comentar sobre viajar o mundo com apresentações de capoeira, numa roda no Rio. Inspirado pela idéia de conhecer lugares inimagináveis, Mestre Nagô começou a ver a capoeira como algo além de somente uma defesa pessoal ou uma forma de lazer.A convite do mesmo amigo, Mestre Nagô foi a um batizado onde viu Mestre Camisa deslumbrar o público com sua habilidade. Instantaneamente ele sentiu ter encontrado seu lugar.

Em 1978, com 22 anos, Sérgio Oliveira de Souza começou a treinar com Mestre Camisa no Clube de Regatas Guanabara, no Rio de Janeiro, e logo passou a ser conhecido como Nagô.
No intervalo de dois meses, Mestre Nagô recebeu sua corda azul, graduação de aluno graduado, dada pelo Mestre Camisa, e logo ele decidiu seguir a capoeira como carreira. Deixou seu emprego e se tornou um profissional de capoeira em tempo integral.

Treinos, batizados, rodas de ruas com capoeiristas ilustres do Rio de Janeiro e apresentações pelo país tornaram-se prioridades nas agendas de Nagô, Camisa e dos alunos formados Cláudio Moreno, Arara e Mula.

Em 1982, Mestre Nagô fez sua primeira viagem para Montreal, Canadá, com Mestre Camisa Roxa e seu grupo Brasil Tropical, a primeira de muitas outras viagens com que Mestre Nagô havia sonhado.

Em 1984, Mestre Nagô recebeu a sua graduação de Mestrando.
Sua disciplina, seu caráter e a experiência e sabedoria adquiridas ao longo dos anos transformaram Nagô em um mestre desta arte. Em agosto de 2001, após 23 anos de treinamento, Abadá-capoeira o reconheceu como Mestre.
No mesmo ano Mestre Nagô abriu sua própria academia, em sua vizinhança - Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro

quinta-feira, 15 de julho de 2010

António Marcelo Rodrigues Trindade ( Mestre Cobra ).



Mestre Cobra pratica capoeira desde 1981. Atualmente reside e ministra aulas no Rio de Janeiro - RJ e coordena as atividades da Abadá-capoeira na Região Sul.

nasceu em Amparo, cidade próxima a Campinas no interior de São Paulo, no dia 18 de Novembro de1963. O seu primeiro contato com a capoeira foi na adolescência, aos 15 anos, quando junto a amigos costumava assistir às rodas da cidade. Notando o seu interesse, convidaram-no para freqüentar os treinos numa academia local onde conheceu Mestre Carlão.

Irmão mais velho de uma família de quatro filhos, aos 16 anos Cobra já trabalhava para ajudar no sustento da casa. Ao fim do expediente, na tecelagem, ia direto para os treinos. Treinava diariamente e se tornou um dos mais dedicados alunos de Carlão.

Foi a capoeira que o ajudou a superar um dos momentos mais tristes da sua vida: a morte prematura de sua mãe, quando ele tinha 16 anos. A família passou por momentos difíceis, com a separação dos irmãos, enquanto o pai, que era caixeiro-viajante, reorganizava a estrutura familiar.

Treinou durante seis anos em Amparo, sempre ouvindo as histórias dos grandes capoeiristas e da capoeira do Rio de Janeiro. Mestre Carlão sempre falava de Mestre Camisa, não só pelo seu jogo, que era lendário em todo o Brasil, mas também da sua personalidade, do seu trabalho e da sua preocupação com o rumo da capoeira. Essas conversas despertaram o interesse de Cobra em ir ao Rio de Janeiro conhecê-lo.

Entretanto, numa viagem ao Acre, para o Batizado de Mestre Rodolfo, que era Mestre de Mestre Carlão, Cobra conheceu Mestre Camisa e lhe perguntou se poderia ir ao Rio fazer um treino. Camisa concordou. Nesta altura, Cobra, que já ensinava capoeira em Amparo, mesmo com dificuldades financeiras, começou a economizar para a viagem ao Rio.

Em Dezembro de 1984, Cobra chegou ao Rio com dinheiro contado, apenas para a viagem, assistir a uma aula de Mestre Camisa e voltar no dia seguinte para Amparo. Chegando à Associação, foi informado que Mestre Camisa estava no Circo Voador, organizando o I Encontro Nacional de Capoeira. Indo ao Circo, encontrou Mestre Rodolfo que lhe disse ser muito importante ele participar daquele evento.

Após isso, Cobra passou a treinar no Rio todos os meses, de 1985 a 1986. Ficava uma semana na Associação, em Botafogo, onde treinava diariamente das 16h às 18h, com Mestre Camisa, e das 19h às 22h, com Mestre Caio, e depois voltava para São Paulo. Em 1987, decidiu mudar-se definitivamente para o Rio.

Comunicou a sua decisão a Mestre Carlão e escreveu a Camisa. Numa conversa telefônica, Carlão pediu a Camisa que acolhesse e ajudasse aquele rapaz, que ele seria uma boa pessoa para se ter ao lado. Assim foi feito. Camisa ofereceu-lhe um quartinho na associação onde o Mestre dava aulas.

Cobra iniciou o seu caminho e aprimoramento técnico e profissional. Começou a trabalhar em projetos sociais elaborados por Mestre Camisa e se manteve ao seu lado ao longo do processo de desenvolvimento da Abadá-Capoeira, em 1988. Assim como a associação cresceu ao longo dos anos, também aumentou a popularidade de Mestre Cobra, passando a ser reconhecido como um dos capoeiristas mais técnicos no Rio.

Cobra passou a viajar para ministrar workshops e seminários em todo o mundo e em 1993 recebeu a corda vermelha de Mestrando da Abadá-Capoeira. Em 2005, Cobra foi reconhecido Mestre da Abadá-Capoeira.

Mestre Cobra tem ensinado capoeira a centenas de alunos e é uma figura essencial no crescimento da Abadá-capoeira.

Contato:
cobraabada@bol.com.br

Vicente Ferreira Pastinha ( Mestre Pastinha ) 1889 - 1981.




Mestre Pastinha

Vicente Ferreira Pastinha nasceu em 1889, filho do espanhol José Señor Pastinha e de Dona Maria Eugênia Ferreira. Seu pai era um comerciante, dono de um pequeno armazém no centro histórico de Salvador e sua mãe, com a qual ele teve pouco contato, era uma negra natural de Santo Amaro da Purificação e que vivia de vender acarajé e de lavar roupa para famílias mais abastadas da capital baiana.

Menino ainda, Mestre Pastinha conheceu a arte da capoeira com apenas 8 anos de idade, quando um africano que chamava carinhosamente de Tio Benedito, ao ver o menino pequeno e magrelo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe a arte da Capoeira. Durante três anos, Pastinha passou tardes inteiras num velho sobrado da Rua do Tijolo, em Salvador, treinando golpes como meia-lua, rasteira, rabo-de-arraia e outros. Ali aprendeu a jogar com a vida e a ser um vencedor.

Viveu uma infância feliz, porém modesta. Durante as manhãs freqüentava aulas no Liceu de Artes e Ofício, onde também aprendeu pintura. À tarde, empinava pipa e jogava Capoeira. Aos treze anos era o moleque mais respeitado e temido do bairro. Mais tarde, foi matriculado na Escola de Aprendizes Marinheiros por seu pai, que não concordava muito com a vadiagem do moleque. Conheceu os segredos do mar e ensinou aos colegas as manhas da Capoeira.

Aos 21 anos voltou para o centro histórico, deixando a Marinha para se dedicar à pintura e exercer o ofício de pintor profissional. Suas horas de folga eram dedicadas à prática da Capoeira, cujos treinos eram feitos às escondidas, pois no início do século esta luta era crime previsto no Código Penal da República.

Em fevereiro de 1941, fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola, no casarão n.º 19 do Largo do Pelourinho. Esta foi sua primeira academia-escola de Capoeira. Disciplina e organização eram regras básicas na escola de Mestre Pastinha e seus alunos sempre usavam calças pretas e camisas amarelas, cores do Ypiranga Futebol Clube, time do coração de Mestre Pastinha.

Mestre Pastinha viajou boa parte do mundo levando a Capoeira para representar o Brasil em vários festivais de arte negra. Ele usava todos os seus talentos para valorizar a arte da Capoeira. Fazia versos e chegou a escrever um livro, Capoeira Angola, publicado em 1964, pela Gráfica Loreto.

Mestre Pastinha trabalhou muito em prol da Capoeira, divulgou a arte o quanto lhe foi possível e foi reconhecido por muitos famosos que se maravilharam com suas exibições.

Aos 84 anos e muito debilitado fisicamente, deixou a antiga sede da Academia para morar num quartinho velho do Pelourinho, com sua segunda esposa, Dona Maria Romélia e a única renda financeira que tinha era a das vendas dos acarajés que sua esposa vendia. No dia 12 de abril de 1981, Pastinha participou do último jogo de sua vida. Desta vez, com a própria morte. Ele, que tantas vezes jogou com a vida, acabou derrotado pela doença e pela miséria. Morreu aos 92 anos, cego e paralítico, no abrigo D. Pedro II, em Salvador.

Morreu Mestre Pastinha numa sexta-feira, 13 de Novembro de 1981, vítima de uma parada cardíaca que, no estado frágil em que se encontrava, foi fatal.

Pequeno e notável em sua arte, Mestre Pastinha nos deixou seus ensinamentos de vida em muitas mensagens fortes e inesquecíveis como esta:

"Ninguém pode mostrar tudo o que tem. As entregas e revelações tem que ser feitas aos poucos. Isso serve na Capoeira, na família e na vida. Há momentos que não podem ser divididos com ninguém e nestes momentos existem segredos que não podem ser contados a todas as pessoas."

Mestre Pastinha 10/10/1980



Jogo de Capoeira Angola: Na Capoeira de Angola, vale mais a astúcia do que a força muscular. O método de Pastinha, ensinado regularmente desde 1910, consiste em golpes desferidos quase que em câmara lenta. O capoeirista fica a maior parte do tempo com o corpo arqueado e sua ginga é de braços soltos, relaxados, porque a tática era se fazer de fraco diante do oponente. Os golpes não tem pressa de chegar, mas quando chegam o fazem de forma harmoniosa. Muitas pessoas que conheceram a Capoeira Angola acham que ela é menos violenta, pois os golpes são desferidos em câmera lenta, mas às vezes chega a ser mais perigosa que a Capoeira Regional. Como Mestre Pastinha dizia: "Capoeira Angola é, antes de tudo, luta e luta violenta."

Manoel dos Reis Machado ( Mestre Bimba )1900 - 1974








Mestre Bimba

Em 23 de Novembro de 1900, início de um novo século, no Bairro de Engenho Velho, Freguesia de Brotas, em Salvador, Bahia, nascia Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA. Seu apelido ele ganhou logo que nasceu, em virtude de uma aposta feita entre sua mãe e a parteira. Sua mãe, dona Maria Martinha do Bomfim, dizia que daria luz à uma menina. A parteira afirmava que seria homem. Apostaram: perdeu dona Maria e o filho, Manoel, que ganhou o apelido que lhe acompanharia pela vida inteira: Bimba, um nome popular do órgão sexual masculino.

Seu pai, velho Luís Cândido Machado, já era citado nas festas de largo como grande "Batuqueiro", como Campeão de "Batuque", "a luta braba, com quedas, com a qual o sujeito jogava o outro no chão".

De 1890 a 1937, a Capoeira foi crime previsto pelo Código Penal da República. Simples exercícios nas rua davam até seis meses de prisão. Aos 12 anos de idade, Bimba, o caçula de Dona Martinha, iniciou-se na Capoeira, na Estrada das Boiadas, hoje o grande bairro negro Liberdade. Seu mestre foi o africano Bentinho, Capitão da Companhia de Navegação Baiana. Nesse tempo a Capoeira ainda era bastante perseguida e Bimba contava:

"Naquele tempo Capoeira era coisa para carroceiro, trapicheiro, estivador e malandros. Eu era estivador, mas eu fui um pouco de tudo. A Polícia perseguia um capoeirista como se persegue um cão danado. Imagine só que um dos castigos que davam a capoeiristas que fossem pegos brigando, era amarrar um punho num rabo de cavalo e o outro em cavalo paralelo, os dois cavalos eram soltos e postos a correr em disparada até o Quartel. Comentavam até, por brincadeira, que era melhor brigar perto do Quartel, pois houve muitos casos de morte. O indivíduo não agüentava ser arrastado em disparada pelo chão e morria antes de chegar ao seu destino: o Quartel de Polícia.".

A essa altura, Bimba começou a sentir que a Capoeira que ele praticava e ensinou por bom tempo, tinha se folclorizado, assim como a Bahia, que degenerou-se e passou a servir de "prato do dia" para "pseudo-capoeiristas", que utilizavam a Capoeira unicamente para exibição em praças, e, por ter eliminado seus movimentos fortes, mortais, deixava muito a desejar em termos de luta. A "pantomima" se fazia altamente necessária a esse tipo de jogo para "inglês ver". O capoeirista se tornou um folclórico em demasia, sem a verdadeira malícia e eficiência técnica que uma luta como a Capoeira exigia. Foi para reverter esse quadro que Bimba criou a Capoeira Regional, aproveitando-se de golpes do "batuque", luta da qual seu pai foi campeão, do Jiu-jítsu e do Boxe, e criou um método de ensino. Para fugir de qualquer pista que lembrasse a origem marginalizada da Capoeira, mudou alguns movimentos, eliminou a malícia da postura do capoeirista, colocando-o em pé e criou um código de ética rígido que exigia até higiene, estabeleceu o uniforme branco e se meteu até na vida privada dos alunos.

Teve o cuidado de retirar a palavra "Capoeira" do nome da academia que fundou em 1932 em Salvador, o "Centro de Cultura Física e Luta Regional".

O resultado é que, a partir daí, a Capoeira começou a ganhar alunos da classe média branca e, também, a se dividir. Até hoje Angoleiros e Regionais criticam-se mutuamente, embora se respeitem. Os primeiros se consideram guardiões da tradição, enquanto os outros acham que a Capoeira "deve evoluir". Mas, com isso, Mestre Bimba deu ares atléticos ao jogo e atraiu as mulheres, até então excluídas das rodas.

Jogo de Capoeira Regional: o jogo que Mestre Bimba criou é um jogo mais rápido, em que os capoeiristas jogam de pé, não jogando tanto no chão quanto na Capoeira Angola Os golpes são mais rápidos e precisos.

domingo, 4 de julho de 2010

Inauguração do Projeto Capoeirarte




Com a presença de representantes de quatro Pontos de Cultura, Hunucumã-wao (Ivaneide Bandeira e Edjales Brito),Capoeirarte (Igor Alburquerque), Preto Góes (Edjales Brito) e ACME (Joesér Alvarez), realizou-se no último dia 23/05 o evento de inauguração do Ponto de Cultura Capoeirarte marcando também a reativação do Ponto de Cultura Preto Góes/MHOB.

Na ocasião, houve apresentação de roda de capoeira, b-boys, show de hip-hop, lançamento de cd,oficina de grafitti da Ação Tuxáua e a presença do DJ Rafa, de Brasília, ministrando uma oficina de multimídia e preparando uma coletânea de hip-hop com o melhor da região.

O local do evento foi a Associação São Tiago Maior na Zona Leste de Porto Velho, sede das ações conjuntas dos Pontos de Cultura Preto Góes e Capoeirarte, que, a partir dessa data, passa a concentrar ações culturais conjuntas voltadas à juventude da periferia, oferecendo opções alternativas de protagonismo juvenil numa região conhecida por seus problemas sociais e alto índice de violência urbana.

Como parte da Ação Tuxáua, enfatizou-se a importância dessa parceria entre os Pontos de Cultura presentes e a necessidade de intercâmbio entre os demais Pontos como elementos essencias para a articulação da Rede Estadual, ora em fase de estruturação e mobilização, com o objetivo de integrar essas diversas instâncias visando a instalação dos futuros Pontões de Cultura.

TEIA BRASIL 2010


Rondônia - 1/4/2010 - Mais Noticias

Pontos de Cultura de Rondônia participam da Teia Brasil 2010
A semana foi de festa para a cultura Rondoniense. Representantes dos 30 Pontos de Cultura do Estado de Rondônia participaram pela primeira vez de um encontro nacional dos Pontos de Cultura. Na quarta edição da “Teia Brasil” os rondonienses conheceram um pouco da diversidade cultural brasileira nas mostras artísticas das manifestações culturais de Pontos de Cultura de todas as regiões do Brasil.



A equipe da Secel com os representantes dos Pontos de Cultura na chegada em Fortaleza


“A teia nacional 2010 é um grande congraçamento entre os pontos de cultura, onde se percebe, na diversidade cultural, a grande riqueza cultural do Brasil”, comenta José Monteiro, coordenador dos Pontos de Cultura de Rondônia.

Durante o evento cerca de 5 mil pessoas participaram de debates, mesas redondas e oficinas sobre Gestão dos Pontos de Cultura, Economia da Cultura, Sustentabilidade, Formação de Rede, entre muitos outros temas abordados na Teia 2010 para promover a formação técnica dos representantes das instituições contempladas.

“Foi dada uma atenção maior no tema “prestação de contas”, que é a maior dificuldade das instituições. Gestores, secretários estaduais ou municipais e presidentes de fundações, responsáveis pela gestão das redes em seus estados, participaram de uma conferencia especial sobre o tema, comenta Carlos Castro, técnico da coordenação dos Pontos de Cultura de Rondônia.

No final da festa as ruas de Fortaleza (CE) receberam um cortejo de manifestações culturais com a participação de mais de 6 mil pessoas.

“Ficamos muito satisfeitos em saber que o Governo do Estado está bem representado nesse importante encontro para o desenvolvimento da cultura nacional. E mais ainda por ver que o trabalho da Secel está dando bons resultados”, complementa Jucélis Freitas, secretária da Secel – Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer.

Fonte: Malu Calixto - A/I Secel – Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer


O 1º encontro presencial com a grande maioria dos representantes só foi possível por ocasião da Teia Nacional em Fortaleza, dia 26/03/2010, em virtude da distância e falta de infraestrutura para um encontro presencial em Rondônia antes dessa data. Durante essa reunião, discutiu-se os critérios de representatividade utilizados para escolher os representates da Rede Estadual durante a Teia Amazônia e as responsabilidades inerentes aos cargos, referendando-se os nomes de Raimundo Melo como representante estadual e Firmeneto como representação nacional/MinC; a seguir, a assembléia elegeu uma comissão para organizar o encontro regional durante o ano de 2010, compondo essa comissão de articulação, os seguintes nomes:Edjales Brito, Elcias Villar, Firmineto, Raimundo Melo e Joesér Alvarez;



Levantando a questão da Ação Tuxáua com a proposta das oficinas oferecidas aos Pontos durante a reunião, verificou-se que a questão da baixa interatividade na lista pela internet dá-se em função da falta de costume dos ponteiros com a cultura digital, aproveitando-se a ocasião para entregar pessoalmente o material de divulgação do Projeto Inventário das Sombras a cada representante, reforçando o convite para a realização das oficinas e agendando a realização de algumas conforme a disponibilidade e cronograma de cada Ponto;



Em função de uma série de fatores que interferem na comunicação e interação entre os diversos Pontos, diagnosticou-se a necessidade de encontrar formas mais eficazes para aumentar essa interação, propondo-se as seguintes ações como parte da Ação Tuxáua:

-criação de um periódico impresso que faça um link entre os Pontos e com a sociedade;

-utilização de contatos telefônico como forma mais eficaz de comunicação;

-insistir no emprego da comunicação eletrônica (e-mail, lista de discussão, internet) como forma de aproximar esses pontos no sentido de familiarizá-los com as ações da cultura digital;

-oferecimento de acessoria para criação de blogs na plataforma do culturadigital.br

-criação de um “banco de esporos digitais” ou seja, um site para disponibilização de arquivos eletrônicos e mesmo links para arquivos em outros bancos de dados, no sentido de disponibilizar conhecimento para livre acesso, fomentando questões relativas à cultura digital;

-fomentar a inscrição de outras ações desenvolvidas nos Pontos de Cultura de Rondônia no Premio tuxáua 2010;

Além disso, procurou-se estimular o intercâmbio de ações, bem como a proximidade da localização das sedes de alguns Pontos, no sentido de articular a instalação de um ou mais Pontões de Cultura, patamar alcançável, acredita-se, apenas para o ano de 2011, quando então estaria aberto o edital dos Pontões.



Previamente no entanto, cinco pontos de cultura já estão articulando-se numa sede única, no prédio do SATED/RO com esse objetivo, concentrando esforços e buscando cooperar entre si, constituindo o nucleo mais articulado dessa Rede.



Continuando as articulações junto aos Pontos,marcou-se a visitação e realização de novas oficinas na capital e no interior do Estado a partir do fim das festas juninas até o mes de outubro, haja vista que muitos dos Pontos de cultura estão desenvolvendo intensas atividades ligadas a esses festejos, permanecendo com uma agenda apertada e cheia de compromissos prioritários.

MESTRE CAMISA UMA VIDA DEDICADO A CAPOEIRA

José Tadeu Cardoso, nascido em Jacobina, na Bahia, iniciou-se na Capoeira nos anos 60 com seu irmão mais velho, Camisa Roxa. Em seguida mudou-se para Salvador, indo morar no bairro da Lapinha, onde continuou a praticar capoeira nas rodas de rua, principalmente nas de Mestre Valdemar e Traíra, que eram realizadas na Rua Pero Vaz. Posteriormente foi treinar na academia de Mestre Bimba, onde se formou.

Rodou todo Brasil fazendo demonstrações de Capoeira na equipe de seu irmão, Camisa Roxa. Em 1972, com 16 anos, resolveu morar no Rio e começou a dar aulas em academias. No Rio de Janeiro, Camisa se dedicou à pesquisa da Capoeira, desenvolveu seu próprio método de ensino, seguindo os conceitos de Mestre Bimba.


Camisa fundou a Abadá-Capoeira, hoje presente em todos os estados brasileiros e em mais de 28 países do mundo, entre eles: Estados Unidos, México, Canadá, França, Dinamarca, Inglaterra, Israel, Angola,... São cerca de 40 mil capoeiristas, seguindo a filosofia, doutrinas, normas e fundamentos ditados pelo Mestre.


Mestre Camisa sempre deu ênfase à profissionalização da Capoeira, pois desde o seu primeiro emprego até hoje, sobrevive fazendo o que mais gosta: ensinando capoeira. Mestre Camisa desenvolve também um trabalho de apoio aos projetos de entidades que têm como fundamento, reverter a situação de miséria e abandono verificada em comunidades carentes. Em sua associação há profissionais capacitados para realizar trabalhos em escolas públicas e particulares, universidades, clubes, academias, condomínios e comunidades carentes.Mestre Camisa usa o caráter lúdico da Capoeira para que o aluno descubra suas aptidões, tanto físicas como intelectuais, ensina a cantar, a tocar instrumentos e um verdadeiro estilo de vida, onde a malandragem é uma forma de enfrentar as dificuldades da vida de maneira saudável. Mestre Camisa foi considerado um dos capoeiristas mais técnicos do mundo. (O Pelé da Capoeira).


Algumas passagens da trajetória do Grão Mestre Camisa até chegar ao Rio de Janeiro onde decidiu se fixar e posteriormente fundou a ABADÁ-CAPOEIRA.

TRINTA PONTOS DE CULTURA NO ESTADO DE RONDÔNIA

É com grande satisfação que o Governo do Estado de Rondônia por meio da Secretaria de Estado dos Esporte, Cultura e Lazer – SECEL firmou um convênio com o Ministério da Cultura, com objetivo de selecionar projetos para implantação de 30(trinta) Pontos de Cultura no Estado, no âmbito do “Programa Mais Cultura”, do Governo Federal.

Trata-se de uma iniciativa encorajadora ao incorporar à dimensão cultural em sua plenitude a política social, reforçando sua capacidade de contribuirmos para nossa sociedade se reinvente, exatamente porque complementa um processo que é essencial ao amadurecimento do campo da cultura e, também, uma condição para que estejamos à altura dos desafios que é a valorização do segmento cultural.

Este projeto também reformula os papéis e a atuação do Estado, ao procurar ampliar os espaços públicos de compartilhamento de decisões e execução de políticas públicas com a sociedade, estando, portanto, adequados ás proposições de democratização, participação e transparência na gestão dos recursos.

Os Pontos de Cultura irão legitimar a parceria entre o Estado e a sociedade civil.


O que são Pontos de Cultura?

É um projeto do Programa “Mais Cultura” do Ministério da Cultura, que assume a cultura, a educação e a cidadania, enquanto incentiva, preserva e promove a diversidade cultural brasileira.

Pontos de Cultura são Iniciativas desenvolvidas pela sociedade Civil que, após seleção por edital público, firmam convênio com a Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer – SECEL e o Ministério da Cultura, e tornam-se responsáveis por articular e impulsionar ações culturais nas comunidades alvos.

Os Pontos de Cultura é o espaço de convergência entre o Poder Público, a comunidade e a sociedade, sustentado pelos princípios da autonomia, protagonismo e empoderamento social.



A instituição deverá está inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), sediada no Estado de Rondônia e com atuação compravada há pelo menos